sexta-feira, 27 de julho de 2012

Capitulo III

 Estava prestes a chegar à Ponte de Rialto…quando...alguei foi contra mim...
-Anda dai meu! - Gritou o que ia mais avançado.
Fiquei um pouco paralisada a olhar pois, ainda estava um pouco sobre o efeito do embate...tinha sido um pouco forte, mas penso que ele vinha a correr o problema é que nao o tinha visto, estavamos numa suposta curva e eu ainda estava feita parva a olhar para ele...ou ela...
Tinha uma mascara um pouco fora do vulgar, mas por isso, apostaria no facto de ser rapaz, tambem...queria que ele fosse rapaz.
-Scusa. - Disse indo-se embora.
Ele continuou a correr não se importando com mais nada e no momento em que me voltei, já ciente da realidade vi que ele corria mas que sem dar conta deixou cair uma coisa fina qualquer ao pé de mim. Baixei-me e apanhei uma pulseira do chão e pus-me a observá-la para ver se tinha algum tipo de identificação que me levasse até aquele rapaz mistério pois a única coisa que dele sabia era a voz. Uma
voz forçada devido ao cansaço da corrida o que se tornaria impossível reconhecê-la novamente numa situação normal. Vi que continha um pendente com duas letras “L.A”, ocorreu-me imediatamente Los Angeles. Fazia sentido mas o que significaria alguém andar com uma pulseira de LA? Será que era onde aquele rapaz morava? Ou será que o visitou recentemente? Bem isto vai ser mais difícil do que parece.
Guardei a pulseira na minha mala e fui procurar um sítio onde pudesse dormir porque já era tarde e pelo que vejo, a rua está muito animada e não quero levar mais encontrões.
Não tinha muito dinheiro, os meus pais não me deram muito para evitarem que saísse durante o colégio ou me metesse em coisas ilícitas porque o colégio, do pouco que eles me disseram, tenho tudo para mim e era desnecessário dinheiro e ainda disseram: “-Já basta o que nos pagamos todos os meses…”, crueldade total porque foram eles que assim o decidiram.
Encontrei uma pensão baratinha, mas na verdade, o estado dela por dentro não é lá muito bom, mas é o que se arranja e desde que tenha uma cama para dormir, já fico contente.
Levantei-me na manhã seguinte bem cedo, pois teria de me apresentar no colégio por volta das oito horas para darem início ao novo ano letivo. Paguei a minha estadia e sai em direção a rua perto da ponte de Rialto para apanhar a minha boleia para o colégio. Não era bem uma boleia porque teria de pagar para me deslocar de vaporetti para lá. Cheguei poucos minutos depois e deparei-me com um lugar
bastante misterioso e sossegado. Deparei-me com uma longa ponte que ligava a margem do local onde me encontrava com o colégio, era a única ligação que existia.  No final da ponte um jardim antecipava a porta principal daquela que seria a minha casa durante um ano. Atravessava a ponte devagar como se tivesse medo, não que a ponte caísse mas do que me esperava depois daquela porta.
Via muitos alunos, o que era coisa que eu não esperava pois, este colégio é dos melhores que existe, se não o melhor para nos formarmos…segundo os meus pais…
Acabei de passar a ponte e estava a tentar atravessar o jardim para poder ir entrar no colégio, que mais parece um verdadeiro castelo, abandonado diria eu… mas continuando, era engraçada a maneira como as pessoas estavam divididas, eram em grupos claro, só que…não existe misturas, nem rapazes com raparigas, apenas raparigas com raparigas e rapazes com rapazes…não se olham, e ao que me parece, quanto mais longe estiverem uns dos outros melhor, o que é bastante confuso…
Eles eram muitos oq eu me estava a dificultar a entrada no colégio, mas lá consegui, a porta já estava aberta e bem…uah!
Para que conste, retiro que disse de o castelo me parecer abandonado porque dentro dele, isto é um verdadeiro palácio…



Olaa pessoal! :P
Aqui está mais um capitulo  :P que acharam?
Beijinhos R*M e Shoninha :)

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Capitulo II


Na mágoa de tudo, perdida nos meus pensamentos, assim me fui começando a conformar com a minha ida para Itália que será o maior desafio de toda a minha vida. Um desafio que vai por à prova todas as minhas capacidades e emoções. Não sei o que esperar do meu desempenho, apenas me vou limitar a sobreviver num lugar que não me pertence… E depois tenho um medo enorme, não me quero afeiçoar a ninguém de lá pois mais cedo ou mais tarde terei de regressar para o meu pais e aquilo pelo que estou a passar agora vou voltar a passar quando partir. Mas mesmo assim, acho que é impossível não me afeiçoar a ninguém, vou estar longe de casa, longe daqueles de quem eu mais preciso. Vou certamente procurar, mesmo que involuntariamente, o apoio em alguém decerto, o mais provável será uma rapariga que pelo que os meus pais me disseram, as raparigas ficam num quarto e os rapazes noutro devido às várias rivalidades entre os alunos porque todos querem ser os melhores, coisa que neste momento não me agrada muito, a ideia de competir.
                Não. Quero ser apenas eu, a Matilde. Não pretendo arranjar confusões com ninguém, quero viver estes meses sossegada no meu canto, longe de confusões e do centro das atenções. Competir só aceito se for uma competição comigo mesma, acho que essa já dei inicio desde que entrei neste avião. Estou a testar-me mesmo não o querendo, o destino encarregou-se de me roubar do meu canto para um completamente desconhecido. Não me pretendo gabar por ter tido alguns namorados, na verdade foram dois e foi uma estupidez. Nem percebi porque namorei com eles, quer dizer, eu gostava deles, mas não era aquele gostar que eu gostava que fosse e houvesse, aquele gostar um pouco obcecado, um pouco impulsivo, determinante, forte e incontrolável… Isto sim, era o que eu gostava de sentir um dia por alguém, embora tenha estado apaixonada até há pouco tempo como já tinha dito, mas nunca foi aquilo que eu gostava que fosse, onde incluísse estes sentimentos todos, coisa que esta minha paixoneta que ninguém soube que eu tinha, existia. Só que neste momento, indo para Itália, não posso sequer pensar na ideia de permitir apaixonar-me. Isso seria o pior que me poderia acontecer, deixar a pessoa que amo.
Senti que o avião começou a descer, ao fim de três horas dentro deste aparelho, cheguei finalmente a Marco Polo, aeroporto de Veneza. O meu coração começou com um ritmo descompassado, era nervos, ansiedade, medo e angustia que se misturavam e criavam um bater muito forte dentro de mim. Desci as escadas do avião e assim que pisei o chão, olhei para todo o lado… É aqui! Pensei para mim ao mesmo tempo que dava um longo suspiro e uma lágrima me veio aos olhos….
- Scusa, la ragazza si sente bene?
- Sì, va tutto bene ...
- Mi sembra un po 'triste ...
- Non so proprio come posso trovare il college.
- Che college?
- Collegio dell'Anima
- Che cos'è?
- Nulla ... niente .... Prendere un taxi da qui all'ingresso dell'aeroporto, e lui la prende per dove andare Non cercate
  - Sei sicuro?
- Sì, sì. Rimani riposato.
- Grazie per l'aiuto.
Um homenzito bastante simpático até, pelo menos ao que aparentava, viu-me a chorar e reparou que a minha vida não estava lá muito boa, quer dizer, não reparou na minha vida, mas percebeu que algo se passava comigo e que bem…eu não posso continuar a pensar no que deixei para trás porque senão nunca me vou dar aqui em Itália, pois desde que pus o meu pé no chão, quando desci do avião, tudo o que vivi até agora fica em Portugal.
Encontrei finalmente um táxi e dei a direção ao condutor para que me levasse diretamente para o colégio, quando mais depressa la chegasse melhor. Era quase noite e por estranho que parecesse não havia muito trânsito. Enquanto estava sentada, peguei no meu tablet e comecei a procurar informações sobre Veneza. Eu sei que já o devia ter feito antes de vir mas, não ter feito em Portugal era para não antecipar este dia, contudo, agora faz todo o sentido pesquisar algumas coisas. Depois de introduzida a palavra no almanaque ambulante apareceu alguns resultados, abri a primeira página. Comecei então por ler que era uma cidade conhecida pela sua história, museus e monumentos; a origem da palavra “Veneza” é incerta mas pensasse ter origem na palavra “venetus” (mar azul) e digamos que faz todo o sentido; é uma das cidades mais frias. Soltei um riso ao ler isto porque esse era um facto que já tinha constatado está realmente fresquinho por estes lados. Fechei a página e desliguei o aparelho pois o taxista tinha parado.
- Sono 20 euro, per favore. – Disse-me o senhor motorista muito educadamente.
Paguei ao senhor e até que nem achei muito caro porque acho que o caminho ainda foi um bom bocado grande, ou talvez não, mas quando estamos entretidas tudo parece demorar uma eternidade.
- Grazie e godere della migliore quella Venezia dispone. – E sorriu-me.
- Grazie. – E disse com um enorme sorriso tentando esconder a tristeza com que estava no avião.
Bem, fiquei espantada quando olhei à minha volta e vi todo o tipo de coisas que Veneza tem de tão lindo e espetacular, desde a sua cidade ser banhado por um mar, o que me deixava fascinada, um enorme mar e por “entre ele” existirem várias casas e à volta delas vários passeios onde as crianças correm e brincam tão alegremente como se aqui fosse o mundo da alegria, o que não me surpreenderia, pois isto é magnifico! Continuando, tenho de descobrir como se chama este mar e nada melhor que ir á minha tablet…ham…deixa cá ver…aqui está, mar Adriático. Não é assim tão difícil e até soa bem, mas o que me fascina mesmo é o tipo de barcos que eles aqui tem, os seus vários meios de transporte e ao que aparenta, por tudo isto, Veneza deve ter sido uma potência comercial.
Peguei na minha enorme mala e comecei a deambular por aquelas ruas, visto que o taxista foi impedido de passar devido a uma festividade qualquer que ainda não percebi e vou ter de apanhar outro táxi do outro lado da rua. Assim que cheguei perto do centro vi pessoas mascaradas, foi aí que se me fez um clique e me lembrei que estava na altura do carnaval, provavelmente já é o último dia desta festa e vou aproveitar já que cá estou para poder ver o famoso desfile das mais belas máscaras de todo o mundo que são usadas durante dez dias pelos habitantes da cidade. Estava prestes a chegar à Ponte de Rialto…


Mais um capitulo e bem grandinho. Esperemos que gostem! Acham que nos podem dar a vossa opinião? Seria mesmo muito importante. 
Beijinhos :)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Capitulo I

-Informam-se todos os passageiros que o voo para Itália, com destino a Veneza, parte dentro de quinze minutos.
Suspiro mal acabo de ouvir isto, pois restavam-me apenas quinze minutos para deixar a cidade na qual vivi durante 18 anos…quinze minutos para deixar a minha família, os meus amigos e as minhas “coisas” todas! Um quarto de hora que tenho para guardar todas as recordações de uma infância e adolescência para que quando sentir saudades, ler cada página escrita e recordar tudo para que um dia elas me possam “aconchegar” em dadas alturas e momentos meus em Veneza, ou seja, todas estas “páginas” estão guardadas no maior diário de todos, o meu coração.
-Bem… - E suspirei. – …está a chegar a minha hora… - Continuei tristonha.
-É para o teu bem filha. – Dizia a minha mãe.
-Eu sei, mãe…mas vais custar tanto!
-Vá, nada de lágrimas. – Pedia o meu pai. – Eu levo-te até á entrada Matilde. – E sorriu para mim como forma de aconchego.
Despedi-me de todos os que ali estavam, da minha mãe, dos meus tios e de alguns primos meus, com as emoções à flor da pele.
Não sabem o quanto dói saber que vamos deixar quem mais amamos para trás, mudar de cidade, e pais, tudo assim do nada, tão repentinamente onde a desilusão de ir embora é enorme, o facto de me sentir perdida é que consegue preencher-me por completo e eu nem sei bem como me endireitar, mas o pior, é saber que vou deixar a pessoa de quem gosto para trás e nem sequer tive oportunidade de falar com ele e declarar-me…é como se me estivessem a arrancar algo de mim, embora eu não saiba bem o que é, mas a questão é: “Será que foi melhor assim? É tudo isto obra do destino?”…?!
-Bem… - Disse o meu pai triste. – Parece que é aqui…
-Pois, parece…mas podia não parecer se me deixasses fingir que nada disto está a acontecer. – Disse friamente.
-Já falamos sobre isto Matilde! – Alertou-me. – É o teu futuro que está em causa!
-Sabes que mais pai? Não vale a pena estar sempre a bater na mesma tecla, vocês nunca iriam tentar pôr-se no meu lugar, a vossa opinião é a única que conta e os meus sentimentos entram sempre para segundo plano… - E uma lágrima caiu-me. – Adeus, pai. Toma conta da mãe, prometo fazer de tudo para me vir logo embora.
-Adeus filha! – E abraçou-me. – Tenho muito orgulho em ti e sei que vais conseguir! – E limpou-me as lágrimas. – Tens o tempo todo, não te preocupes em querer apressá-lo.
E lá se foram as despedidas e segui em frente, mas antes de entrar naquela que seria a maior passagem que alguma vez atravessarei, ou seja, a ponte de ligação entre o meu passado e o meu futuro, olhei de novo para o meu pai e fiz-lhe um “fixe” lançando-lhe também um sorriso, pois tinha de me fazer forte e não despedir-me dele com as lagrimas nos olhos, seria muito mau tanto para ele, como para mim que iria ficar de consciência pesada durante 2 anos, ou até às férias, se eles me deixarem cá vir…
Bem, lá entreguei o meu bilhete, entrei naquele pequeno túnel para o avião e sentei-me no meu lugar, junto à janela e coloquei os meus fones, sem reparar em nada, em mais ninguém, apenas concentrada no facto de como ira ser a minha vida daqui para a frente, sozinha num pais que não conheço, numa cidade com um colégio diferente de todos os outros, ou seja, era apenas eu, os meus pensamentos e as minhas recordações.
O avião começou a andar e olhei uma última vez para a minha cidade natal com nostalgia, mas sabia que correr atrás dos sonhos não era tarefa fácil, quem o disser é porque não tem um alguém que terá de deixar para trás e viver apenas com a distância e a saudade.




Cá está o inicio de uma grande aventura cheia de misterios por descobrir!!
Esperemos que gostem e se não for pedir muito comentem deixando a vossa opinião :)

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Personagens



E aqui estão as nossas personagens da história *-*



















E então? Que dizem? :P

sábado, 14 de julho de 2012

Veneza *-*







Vêm connosco nesta viagem? ;)